Casa da Mulher Brasileira completa um ano de atendimento

Em um ano de funcionamento, a Casa atendeu 2.867 mulheres em várias situações de  violência

O Governo de Roraima, por meio da Setrabes (Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social), sob a coordenação estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, divulgou os dados de atendimento às mulheres em situação de violência  ofertados pela CMB (Casa da Mulher Brasileira) que completa, neste mês de janeiro, um ano de atividade.

Neste período, mais de 2.800 mulheres passaram por diversos atendimentos registrados no banco de dados da CMB, dos quais 2.323 foram realizados pela primeira vez, e 544 estão detalhados como retorno para continuidade dos procedimentos de garantias de segurança, a exemplo da solicitação de medida protetiva, exame de corpo de delito e oitivas.

A titular da Setrabes, Tânia Soares, ressaltou a importância das ações de prevenção realizadas durante todo o ano de 2019, contado com o apoio e parceria das instituições que integram a Rede de Enfretamento à Violência Contra a Mulher, as quais prestam todo o acolhimento necessário às mulheres que buscam atendimento na CMB. Na ocasião, citou a abertura dos serviços à população através dos atendimentos disponibilizados, minimizando os índices de violência no Estado.

“Gostaria de agradecer aos inúmeros parceiros que nos ajudam neste enfrentamento à violência contra a mulher, destacando os órgãos de proteção já instalados nas dependências da Casa da Mulher Brasileira, a exemplo da Ronda Maria da Penha, Delegacia da Mulher e recentemente a presença da Defensoria Pública do Estado de Roraima. Em um ano de funcionamento conseguimos dar suporte a inúmeras atividades sociais na capital em ações itinerantes em vários municípios. Com certeza, temos muito a comemorar com a plena atividade dos serviços de prevenção e orientação ofertados à população”, comentou.

A coordenadora estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Graça Policarpo, ressaltou que a abertura dos serviços à população foi um reforço às ações já executadas no Estado, atualmente, uma referência para as mulheres que buscam acolhimento no momento de extrema fragilidade.

“Com a abertura dos serviços da CMB, consideramos que garantimos condições para o enfrentamento da violência de gênero, o empoderamento e a autonomia econômicas das usuárias, tendo em vista que a Casa é um espaço de acolhimento e atendimento humanizado e tem por objetivo geral prestar assistência integral às mulheres em situação de violência, facilitando o acesso destas aos serviços especializados”, informou.

PERFIL DOS ATENDIMENTOS – A descrição do perfil das mulheres que buscam atendimento, revela que a grande possui idade de 18 a 40 anos, totalizando 1.670 pessoas nesta faixa etária. No quesito educação, 821 relataram ter o ensino médio e 438 o ensino superior completo, 267 ensino médio incompleto, 307 superiores incompleto, 88 ensino fundamental completo e 271 incompleto. Quanto ao estado civil, a grande maioria afirma ser solteira totalizando 1.322, seguidas de 623 em união estável, 152 divorciadas, 52 separadas e 623 mulheres que registraram atendimento como casadas ou em união estável.

Quanto ao tipo de violência, foram levantados os seguintes dados: 1.589 atendimentos foram discriminados como violência psicológica, 903 agressões físicas, 645 assédio moral, 440 regime patrimonial, 70 cárcere privado e171mulheres afirmaram ter sofrido violência sexual. Sobre à localização, a maioria das demandas são provenientes do bairro Cidade Satélite, seguido do bairro 13 de setembro e Caranã

AÇÕES ITINERANTES – Em um ano, foram realizadas 46 ações sociais de atendimento às mulheres, totalizando a oferta de 11 serviços, em 41 localidades diferentes do Estado, contemplando 11.238 pessoas, contando com a parceria dos gestores dos municípios alcançando, assim, o objetivo de apoiar e implementar as ações do Programa Mulher Viver sem Violência.

RICARDO GOMES
Foto: Charles Bruno