Provavelmente você já deve ter ouvido a seguinte frase tocando em algum lugar por onde você passou: “acorda, Pedrinho. Que hoje tem campeonato”. A composição virou chiclete e viralizou no país e levou o grupo Jovem Dionisio às paradas.
O questionamento que surge atualmente é como nascem músicas desse estilo, já que essas são as que seguem cada vez mais conquistando altos patamares do mercado não só no Brasil, mas no mundo.
Conforme explica o DJ Augusto Mystical, no caso específico do Acorda Pedrinho, trata-se de uma música que utiliza elementos da chamada House Music. “Podemos atribuir o sucesso também ao contato do grupo com um dos maiores – se não o maior – produtores brasileiros, no meu ponto de vista, que é Lukas Ruiz (Vintage Culture). A música traz uma mesclagem leve e gostosa de apreciar, porque recriou uma fusão agradável entre música popular brasileira e eletrônica”, apontou.
Ainda de acordo com Mystical, existem pontos e mecanismos que precisam ser observados na composição. Parte deles é responsável pelo prendimento dos ouvintes a produção.
“Os 30 primeiros segundos da obra são imprescindíveis. Tanto pelo algoritmo da plataformas digitais, quanto para despertar a atenção do público. O Jovem Dionísio conseguiu fazer isso de forma brilhante”, comentou.
Insistindo no algoritmo, Augusto aponta que muitos artistas estão muito presos a ele, por conta do tempo de execução e entrega de engajamento no lançamento.
“Mas ainda assim pode ser que a ideia central não viralize. Muitas vezes você foca estrategicamente em um hit na criação, mas acaba saindo outra coisa. Mas, repito: infelizmente a prisão ao algoritmo é determinante para a ambição do artista com sua nova música”, comentou.
Hoje, segundo o DJ, pontos como agenda e valorização do artista também são determinantes para o sucesso de uma nova composição. “Ou seja, muitas vezes, mesmo a música sendo ruim e o artista tendo investidores para cobrir todos os gastos iniciais para impulsionar a obra , esses (entre) outros fatores contribuem para que ela viralize”, informou.
“As minhas criações para mídias televisivas e YouTube são estratégicas, mas tudo depende do Briefing, do que o cliente solicita e o que ele pensa para aquela música. Já para meus projetos pessoais isso funciona com arrepios e emoção. Se eu ou quem ouvir se arrepiar e começar a dançar, já detecto que ali tem algo diferente”, comentou.
Créditos de: Divulgação / MF Press Global












