Afeganistão: 11 menores mortos em ataque aéreo contra mesquita

Onze menores e um imã foram mortos na quarta-feira num ataque aéreo contra uma mesquita no nordeste do Afeganistão, onde ocorrem combates entre as forças de segurança e os talibãs, indicaram hoje as autoridades.

Afeganistão: 11 menores mortos em ataque aéreo contra mesquita

“Doze civis foram mortos e 14 ficaram feridos num ataque aéreo contra uma mesquita” em Takhar, declarou à agência France Presse Khalil Aseer, porta-voz da polícia desta província.

Os mortos tinham todos “menos de 18 anos”, com exceção do imã, e o ataque ocorreu quando “as vítimas estudavam o Alcorão”, adiantou.

O porta-voz do governo de Takhar confirmou o balanço, assim como Mohammad Azam Afzali, membro do conselho provincial, que indicou que o ataque foi feito pela força aérea afegã.

Contactada pela AFP, a missão da NATO sob comando norte-americano recusou qualquer comentário.

“A notícia de que crianças foram mortas numa mesquita em Takhar não tem fundamento”, indicou o vice-presidente afegão, Amrullah Saleh, na rede social Facebook.

“Temos provas incontestáveis de que aqueles que mataram as nossas tropas foram por sua vez mortos”, adiantou, ameaçando processar “os que espalham boatos”.

Algumas horas antes do ataque aéreo, na noite de terça-feira para quarta-feira, pelo menos 25 membros das forças afegãs morreram em Takhar numa emboscada atribuída pelas autoridades aos talibãs.

Os insurgentes, que participam atualmente em negociações de paz com o governo afegão, não reivindicaram a emboscada, mas disseram ter “enfrentado o inimigo” em Takhar em represália por vários ataques contra os seus combatentes.

Os talibãs concluíram no final de fevereiro um acordo histórico com os Estados Unidos, no qual se comprometem nomeadamente a não atacar mais cidades, mas aumentaram os ataques às forças afegãs desde o início do “diálogo inter-afegão” em setembro.

O acordo entre norte-americanos e talibãs prevê uma retirada completa das tropas estrangeiras do Afeganistão em troca de vagas promessas dos rebeldes. As negociações de paz previstas no texto começaram com grande atraso em setembro em Doha, no Qatar.

POR LUSA