Brasil Paralelo questiona pedido de quebra de sigilo bancário na CPI da Covid

Produtora repudiou ação dos senadores Humberto Costa e Renan Calheiros.

A Brasil Paralelo, uma das empresas que deve ser alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, se posicionou sobre a eventual votação, prevista para esta terça-feira (3), de um requerimento que pede a quebra de sigilo bancário e fiscal de várias mídias de comunicação de espectro político de direita.

Sob a alegação de supostamente receber vantagens para se posicionar a favor do presidente da República e propagar notícias falsas no contexto da atual crise sanitária, o pedido, considerado inédito por se tratar de órgão de imprensa, foi protocolado pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Renan Calheiros (MDB-AL).

Conexão Política

No documento, o Conexão Política e outros sete veículos (Brasil Paralelo, Jovem Pan, Crítica Nacional, Terça Livre, Renova Mídia, Jornal da Cidade Online e Senso Incomum) são classificados como possíveis “grandes disseminadores” de desinformação.

Após tomarmos conhecimento sobre tal possibilidade, emitimos uma nota oficial e reforçamos que nunca fomos notificados sobre qualquer ato relativo à CPI da Pandemia ou ainda à CPMI das Fake News. Por isso, causa espanto que determinados parlamentares cogitem pleitear a quebra de sigilo sem antes, por meio das vias legais, solicitar esclarecimentos ao nosso corpo editorial, que sempre se manteve à disposição das instituições brasileiras. Tal cenário configura grave violação ao direito do contraditório.

Além de ter um código de diretrizes para as publicações, o Conexão Política faz sempre questão de reafirmar que não possui compromisso com o erro. Somos uma empresa com CNPJ registrado, que tem a oferta de serviços noticiosos entre os seus fins. Além de disponibilizar uma seção específica para correção de matérias contestadas e direitos de resposta, nosso portal possui um canal institucional para o recebimento de reclamações e revisão de todas as informações que publicamos, o que demonstra, de forma clarividente, que a ética jornalística é rigorosamente obedecida.

Leia aqui a nossa nota na íntegra.

O que diz a Brasil Paralelo

Em plena atividade desde 2016, a Brasil Paralelo publicou um vídeo em seu canal do YouTube e veiculou um comunicado em que garante não ter nada a temer, frisando que disponibilizará todos os devidos documentos após a possível notificação por parte da comissão.

“Tudo que os políticos da CPI quiserem saber sobre nosso faturamento e origem de receitas será disponibilizado assim que formos notificados oficialmente”, explica.

Ainda em nota, a produtora informa que as contas da empresa são auditadas pela Ernst & Young e que adota um programa de compliance da Grant Thornton.

“Pagamos nossos impostos em dia para financiar essa estrutura estatal que agora — segundo consta — pode nos perseguir por não repetirmos a narrativa que lhe convém”, explica a Brasil Paralelo, que se tornou conhecida por lançar obras que desafiam narrativas consideradas hegemônicas.

“Nossa luta é justamente para desmascarar os políticos corruptos, contra os quais não faltam denúncias. E caso esses mesmos políticos queiram nos investigar, não há problema, pois não temos o que temer”, acrescenta o veículo.

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