Geólogos cazaques descobriram um depósito de metais de terras raras com recursos estimados em mais de 20 milhões de toneladas métricas, localizado a uma profundidade de até 300 metros. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Ministério da Indústria e Construção do país.
Atualmente, o Cazaquistão não figura na lista de países com grandes jazidas de terras raras do Serviço Geológico dos Estados Unidos. Caso a descoberta seja confirmada, o país passaria a ocupar a terceira posição em reservas, atrás apenas da China e do Brasil.
Segundo o Ministério, o depósito, localizado em Zhana Cazaquistão, a 420 quilômetros da capital, contém neodímio, cério, lantânio e ítrio. A concentração média desses metais é de 700 gramas por tonelada. No entanto, ainda não foram divulgadas informações sobre quais empresas poderiam explorar o local nem prazos para o início da extração.
O que são terras raras e por que são estratégicas?
O termo “terras raras” refere-se a um grupo de 17 elementos químicos com propriedades específicas e amplamente utilizadas na indústria tecnológica. Entre seus principais usos estão telas sensíveis ao toque, painéis solares, veículos elétricos e até mesmo cédulas de euro, nas quais são incorporadas para dificultar falsificações.
Apesar do nome, as terras raras não são exatamente “terras”, mas sim óxidos metálicos. O grupo inclui o escândio, o ítrio e os 15 elementos conhecidos como lantanoides: lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio e lutécio.
A importância desses metais se deve às suas propriedades magnéticas, luminescentes e eletroquímicas, que os tornam essenciais para a fabricação de dispositivos modernos, como fones de ouvido, sensores e óculos de proteção. A exploração industrial das terras raras teve início há cerca de 50 anos, mas sua identificação e isolamento ocorreram entre os séculos XVIII e XIX.
Fonte: Gazeta Brasil










