Friedrich Merz disse que Berlim não vai permitir que a participação da Alemanha na missão no Afeganistão, “que também foi realizada no interesse dos Estados Unidos”, seja menosprezada ou desacreditada.
As declarações de Donald Trump provocaram indignação entre os países aliados e dos militares que participaram na missão internacional no Afeganistão.
Hoje, Merz sublinhou que durante os quase 20 anos da missão afegã, 59 militares das Forças Armadas alemãs perderam a vida e mais de uma centena ficaram feridos, alguns com gravidade, em combates e ataques.
O líder alemão salientou também a importância da Aliança Atlântica e o papel da Alemanha após os ataques da Al Qaeda de 11 de Setembro de 2001 contra Nova Iorque, Estados Unidos.
A Alemanha, disse Merz, enviou destacamentos para o Afeganistão ao lado dos parceiros norte-americanos como parte da missão da NATO e proporcionou aos Estados Unidos “maior estabilidade e segurança durante muitos anos”.
Nesse sentido, o chanceler enviou hoje uma mensagem aos soldados alemães destacados em missões, assegurando-lhes que o serviço militar defende a paz e a liberdade no mundo, “continuando a ser inestimável”.
Além disso, Merz realçou que, apesar de “algumas irritações”, o verdadeiro valor da Aliança Atlântica não deve ser descurado.
Por outro lado, disse que a confiança na NATO perdura há sete décadas e continua a ser, “para todos os envolvidos em ambos os lados do Atlântico, a melhor garantia de liberdade, de paz e segurança”.
Merz reiterou que os europeus querem manter a NATO e fortalecer a organização “a partir da Europa e dentro da Europa” acrescentando que a “confiança transatlântica continua a ser um valor”.
Por Lusa












