Em tempos de crise, qualificação profissional reduzas chances para o desemprego

Além da preocupação em ficar doente, o mundo inteiro enfrenta uma onda de desemprego causada pela pandemia. E, se nesse período, alguém pensou em desistir de alguma faculdade ou curso de especialização, saiba que essa não é a melhor saída no momento.

De acordo com o estudo realizado pelo Instituto Semesp, que analisou o tema ‘Empregabilidade e ensino superior em tempos de pandemia’, a chance do desemprego é 50% menor para as pessoas com nível superior completo em relação às pessoas com nível fundamental ou médio.

Segundo a especialista em Finanças e Empreendedorismo, professora da Estácio da Amazônia, Gessi Maria Dallalba, isso acontece porque “quando o emprego fica escasso, como nessa pandemia, o empregador prefere contratar colaboradores mais qualificados”. Ela explica que a oferta de mão de obra é maior e, consequentemente, a escolha será sempre por quem tem o maior nível de escolaridade.

A especialista em empreendedorismo reforça ainda que a hora é de manter os estudos e não parar de se capacitar, pois dessa forma a possibilidade de conseguir ou de se manter no emprego é maior. “E não basta se graduar, você tem que investir em pós-graduação, se especializar em mais de uma área, pois quanto mais qualificado você é, maior a chance de se ter uma visão holística da empresa e em atuar em outras áreas, contribuindo com a empresa onde ela precisa”, orienta.

Estar atento a tudo que acontece no mercado e entender como ele funciona também é importante, de acordo com a professora. Na crise atual, por exemplo, ela lembra que algumas empresas foram impactadas e outras se reinventaram e se firmaram ainda mais.

“Como os serviços de delivery que explodiram, e outra mudança que veio para ficar foi o home office, gerando oportunidades e mantendo empregos, principalmente, aqueles que conseguiram se adaptar rapidamente a essa nova realidade”, analisa.

Para ela, quem possui o perfil adequado para se adaptar e está mais preparado e qualificado para enfrentar os desafios conseguirão garantir a sua empregabilidade. “As empresas tiveram que inovar e encontrar novas formas e caminhos para vender, e também foram atrás de profissionais habilitados que pudessem ajudar a sair da crise”, explica.

E quem ainda está na faculdade, a especialista afirma que o momento de crise será bastante aproveitado pelos estudantes em termos de aprendizagem. “Principalmente com a vivência em tempos de crise quem pode fazer a diferença sairá muito mais fortalecido e com um grande conhecimento, valorizando todo o aprendizado adquirido e pode se tornar mais exigente com a sua própria performance como estudante. Os estudantes que não aceitaram a nova realidade de estudos on-line, que são resistentes à tecnologia e às mudanças, são os primeiros a sentirem os efeitos da crise”, conclui.

Por Élissan Paula Rodrigues