Especialista orienta a reconhecer e evitar golpes na internet sobre coronavírus

Foto: Jader Souza

Como diz um ditado popular, quando a oferta é grande o santo desconfia. É essa a desconfiança que deve estar presente no uso da internet e das redes sociais. Em tempos de pandemia do coronavírus, muitas vezes são criadas armadilhas como canais de streaming liberando o sinal do seu conteúdo, ou empresas distribuindo álcool em gel para a população. Estes links podem ser uma isca para que criminosos tenham acesso a dados pessoais do usuário.

O professor de informática da Escola do Legislativo Cursos Preparatórios, Roniere Freitas, explicou que os links falsos são a principal tática dos criminosos virtuais. Eles utilizam o nome de uma instituição confiável, pedindo ao internauta que abra um link ou arquivo. “Neste crime é como se fosse uma fisgada, uma pescaria. A pessoa coloca uma isca e o usuário acaba mordendo. O internauta não percebe que está sendo enganado.”

Nos últimos dias repercutiu uma mensagem no aplicativo WhatsApp, informando que uma empresa estava distribuindo álcool em gel gratuitamente. “Podemos citar agora que nesse momento de pandemia de coronavírus, é comum receber uma mensagem, dizendo que em alguns lugares há distribuição de álcool em gel, pedindo para clicar no link e verificar os lugares disponíveis. Mas, o internauta acaba contraindo um programa malicioso e nem percebe que instalou no celular ou computador.”

Para não cair nessa armadilha, o professor alerta que se a mensagem for de uma instituição, com erros ortográficos e sem solicitação, o usuário deve desconfiar. Se for uma mensagem do banco, recomenda-se entrar em contato com a unidade pelos números oficiais.

Verificação de conta

Também deve-se ter cuidado com link falso no WhatsApp para verificação da conta. Isso pode ser uma tática para clonar a conta e acessar os contatos do usuário. “Para não cair nesse golpe, usuário pode ativar a autenticação do WhatsApp em duas etapas, que existe na configuração. Porque a pessoa ao tentar clonar, obrigatoriamente terá que digitar uma senha, e se não tiver, não consegue.”

Outra dica é instalar um antivírus nos aparelhos de comunicação, para facilitar a identificação e a exclusão de programas maliciosos. Também evitar postar o número de telefone principalmente em plataformas de vendas online, ficando menos visível aos golpistas.

Denúncias

Na dúvida, a população pode contar com o Procon Assembleia. O atendimento é pelo telefone (95) 98401-9465, das 8h às 18h. “O consumidor pode procurar o Procon Assembleia se tiver caído em algum golpe ou quiser uma orientação”, explicou o advogado da instituição, Samuel Weber. O mais indicado, no entanto, é procurar a polícia.

A unidade já atendeu ocorrências de golpes na internet, e o advogado esclarece que por ser difícil rastrear o criminoso no mundo online, as chances de ter um resultado positivo do caso são mínimas, por isso que é importante que o internauta tenha cautela nesse espaço.

Fonte: Ale/rr