EUA, UE e OTAN acusam China por ataques cibernéticos

Os Estados Unidos, a União Europeia e os países aliados da OTAN emitiram um comunicado nessa segunda-feira (19) acusando o Partido Comunista chinês de ter orquestrado uma campanha global de ataques cibernéticos.

Dentre as violações apontadas pelas organizações, encontra-se o ataque, no início deste ano, ao servidor de e-mails da Microsoft, utilizado por empresas e governos de todo o mundo.

Conforme noticiou o site El País, essa é a primeira declaração da OTAN que aponta a China como responsável por uma ação ligada à tecnologia.

A denúncia conjunta realizada pelas entidades, embora não aponte nenhuma retaliação ao regime comunista chinês, marca a transição para um posicionamento mais severo dos aliados dos Estados Unidos.

A Casa Branca afirmou em um comunicado oficial que “o padrão de comportamento irresponsável de Pequim” é “inconsistente” com seu objetivo de ser visto “como um líder responsável no mundo”.

O alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, disse em uma declaração em nome dos 27 países que a União Europeia continua a rebater a China para “não permitir que seu território seja usado para atividades cibernéticas maliciosas”.

O analista político José Carlos Sepúlveda, durante o Radar da Mídia de segunda-feira (19), alertou sobre o perigo das manobras cibernéticas realizadas por Pequim contra a população global.

“A China está sendo conhecida como altamente avançada em um dos braços da guerra híbrida que se pratica hoje em dia, que é a guerra cibernética. O que nós temos aqui é mais uma vez a China causando desestabilização no mundo, instabilidade internacional”, apontou o analista político.

Por Terça Livre