Famílias roraimenses estão menos endividadas

No mês de janeiro de 2020, o número de famílias com dívidas caiu em Roraima. A análise feita pela Fecomércio-RR com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, mostra que em janeiro 61,3% das famílias roraimenses estavam endividadas, sendo o menor valor desde agosto de 2013. Em números absolutos existam 56,7 mil famílias endividadas em Roraima.

O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Roraima destacou que houve também uma queda no número de famílias inadimplentes. “Saímos de 34,3% em dezembro de 2019 para 33,3% em janeiro de 2020, sendo este o menor valor deste fevereiro de 2014. Ao todos existiam no mês passado pouco mais de 30,8 mil famílias inadimplente em Roraima, e para estes as contas estão em atraso em média a 56 dias’, comentou Fábio Martinez.

Para o presidente da Fecomércio/RR, Ademir dos Santos, a estabilidade econômica das famílias melhora inclusive a confiança dos empresários. “O crescimento apresentado se deve principalmente à melhora na condição atual da economia, do setor do comércio e das empresas deste segmento. Roraima registrou esse ano um aumento também no número de trabalhadores com carteira assinada e isso traz reflexo no consumo e no pagamento das dívidas”, concluiu.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar de o endividamento permanecer em um patamar elevado, a queda nos indicadores de atraso e inadimplência reforçou que as dívidas têm sido compatíveis com a renda das famílias. “As melhores condições do crédito têm permitido a ampliação desse mercado ao consumidor, que vem tendo mais segurança para comprar por conta da melhora recente do mercado de trabalho, confirmada pelos últimos indicadores econômicos”, afirma.

Dentre os principais tipos de dívida ainda estão: Cartão de crédito (52,3%); carnê de lojas (43,5%); crédito consignado (15,7%); crédito pessoal (9,4%); e cheque especial (8,1%).

O único indicador que apresentou aumento em janeiro foi o de famílias em Roraima que não podem pagar suas contas, atingindo valor acentuado de 3,3%, o que representa pouco mais de 3 mil famílias.

Fonte: Fecomércio