Fiscalização no aeroporto coíbe trânsito de frutos hospedeiros da mosca da carambola

A fiscalização no Aeroporto Internacional de Boa Vista, feita por fiscais do Mapa (Ministério da Agricultura) e da Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima), vem interceptando diariamente frutos hospedeiros da mosca da carambola. O trabalho tem como objetivo coibir o trânsito de produtos com a praga, evitando a saída do Estado e prevenindo a disseminação pelo País.

Antes de se dirigirem ao check-in, os passageiros passam pelo posto de fiscalização instalado dentro do aeroporto. No local, os fiscais abordam os viajantes para saber se os mesmos estão levando na bagagem os frutos hospedeiros da mosca da carambola.

O procedimento é rápido com um alerta para o passageiro que se por acaso houver na bagagem os produtos proibidos, o raio-x identificará. Além disso, um banner instalado em frente ao posto de vigilância informa quais são os frutos hospedeiros. Nele estão: pimentas (a apreensão mais comum), manga, goiaba, tomate, caju, jaca, jambu, laranja, limão caiena, entre outros.

PARTE OPERACIONAL

Seis fiscais agropecuários se revezam nos horários de partidas das aeronaves, que mudam mensalmente. “A Infraero nos comunica sobre os novos horários, caso ocorram mudanças,” ressaltou o chefe da Defesa Vegetal da Aderr, Marcelo Parisi.

Os produtos apreendidos são encaminhados para destruição em locais adequados e dentro da área onde há o foco da mosca. Segundo Parisi, é proibido destruir os frutos hospedeiros em locais onde não há ocorrência da praga.

As abordagens têm também um caráter educativo, pois aos passageiros são repassadas informações sanitárias sobre a defesa vegetal. Dessa forma, a vigilância controla a circulação de agentes patógenos e pragas que possam sair de Roraima, comprometendo a produção agrícola de outros estados e a exportação de frutos para outros países.

SECOM RORAIMA