O músico estava internado para tratamento de uma pneumonia no Hospital do Fundão
RIO — O sambista Almir Guineto, fundador do grupo Fundo de Quintal, faleceu nesta sexta-feira aos 70 anos. Ele estava internado para tratamento de uma pneumonia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão, na Zona Norte do Rio, desde março.A causa da morte, no entanto, ainda não foi confirmada pela equipe do músico.
Um dos maiores representantes do samba de raiz, o carioca Almir Guineto ajudou a fundar o grupo Fundo de Quintal no final da década de 1970, e deixou importantes sucessos como “Mordomia”, “Mel na boca”, “Caxambu”, “Saco cheio” e “Lama nas ruas”.
Sua contribuição para a história do samba é ainda maior por ter inserido no gênero o banjo com afinação de cavaquinho, instrumento quase inevitável hoje.
— Almir herdou o talento do pai, seu Iraci Serra, um dos maiores violonistas do samba em seu tempo — contou Nei Lopes, dos principais compositores e estudiosos do samba ao GLOBO. — E levou para o fundo de quintal do Cacique de Ramos a palhetada no banjo criada por seu tio Mazinho, também um velho baluarte salgueirense. Nas mãos de Almir, o banjo virou um misto de instrumento de harmonia e percussão, como se fosse um “reco-reco harmônico”. Ele ainda difundiu no samba a magia do jongo, aprendida com Geraldo do Caxambu, seu tio, e a malícia do partido-alto, no estilo de Geraldo Babão, mestre de nós todos.
POR O GLOBO












