Matheus Teixeira disse que espera ser acionado pelo aplicativo quando foi abordado por taxistas. Sindicado da categoria diz que atitude não foi correta.
O motorista da Uber Matheus Silva Teixeira, de 20 anos, foi ameaçado e encurralado por taxistas na tarde desta quarta-feira (21) no Centro de Boa Vista. Ninguém foi detido. A Uber começou a operar às 14h.
De acordo com Matheus, ele estava parado na praça do Centro Cívico quando três taxistas bateram na porta do carro e perguntaram se ele era da Uber. Ao confirmar, segundo ele, vários homens o encurralaram e começaram a bater no carro.
“Eles começaram a me cercar, quando eu vi o que estava acontecendo, consegui sair de lá. Eles me seguiram, foi quando eu lembrei de ir para a frente do Palácio do governo e pedi ajuda para a Polícia Militar. Os taxistas também cercaram meu carro lá”, relatou.
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Presidente da categoria conversa com os taxistas na praça do Centro Cívico (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)
Em nota, a Uber disse que considera inaceitável o uso de violência e que “todo cidadão tem o direito de escolher como quer se movimentar pela cidade, assim como o direito de trabalhar honestamente”. (Veja a nota na íntegra ao fim da reportagem).
O local onde Matheus estava com o carro estacionado fica próximo ao Palácio Senador Hélio Campos, onde há PMs da Casa Militar. Um policial do local disse ao G1 que vários taxistas tentaram quebrar o carro do jovem.
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Taxistas foram para a Cidade da Polícia, onde funciona o 1º DP, para acompanhar a situação; motorista da Uber registrou ocorrência contra a categoria (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)
“Não gosto de baderna. Conduziremos essa situação pelos meios legais, recorrendo ao órgãos competentes para evitar problemas. Quem pode se tornar errado é o taxista. Pedirei a eles para irmos pelo caminho certo. Pagamos impostos [para circular] muito caro. Se essas taxas forem baixadas podemos dar um valor mais baixo [nas corridas] para a população”, frisou.
Jorge disse ainda que pretende procurar a prefeitura para saber se a Uber tem autorização para fazer corridas na capital.
“Queremos saber da prefeita [Teresa Surita (PMDB)] se ela liberou o Uber de forma legalizada ou clandestina. Saber o que está acontecendo. Hoje [quarta] a categoria [taxistas] teve problemas com um motorista do Uber. Não acho certo, e não queremos problemas, mas solução”, declarou.
Veja a íntegra da resposta da Uber:
A Uber considera inaceitável o uso de violência. Acreditamos que qualquer conflito deve ser administrado pelo debate de ideias entre todas as partes. Todo cidadão tem o direito de escolher como quer se movimentar pela cidade, assim como o direito de trabalhar honestamente.
Vale lembrar que os motoristas parceiros da Uber prestam o serviço de transporte individual privado de passageiros, que tem respaldo na Constituição Federal e é previsto em lei federal (Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU Lei Federal 12.587/2012). Por diversas vezes, os tribunais brasileiros afastaram e consideraram inconstitucionais as tentativas municipais de proibição da Uber, confirmando a legalidade das atividades da empresa e dos motoristas parceiros e garantindo o direito de escolha da população.
Por Valéria Oliveira e Marcelo Marques/Do G1 RR













