O AGRO NÃO PARA! Com o apoio da prefeitura, agricultores familiares continuam produzindo e levando o alimento à mesa do boa-vistense

Mesmo com o cenário de pandemia , os agricultores familiares do P.A Nova Amazônia superam as dificuldades a cada dia e com o apoio da Prefeitura garantem o alimento na mesa da população

O cenário atual no município de Boa Vista é bem delicado, com distanciamento social, muitos estabelecimentos e empresas fechados, em meio a uma pandemia mundial causada pelo novo coronavírus. Porém, os agricultores familiares do município não pararam de trabalhar e, com apoio da prefeitura, continuam produzindo o alimento que vai para a mesa do boa-vistense.

Através da Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (Smaai), os agricultores contam com o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA) e já se preparam para o plantio, tendo em vista a chegada da estação chuvosa. O secretário municipal da pasta, Marlon Buss, destacou que o momento é delicado e requer muito cuidado.

“Nossos agricultores estão recebendo a assistência técnica. Estamos seguindo todas as recomendações, pois sabemos que produzir alimentos é uma atividade nobre e muito importante e o agro foi um dos setores que nunca parou. Por isso devemos valorizar a agricultura familiar e o consumo “local” dos produtos de ótima qualidade entregues na mesa da população de Boa Vista”, disse.

Investimentos beneficiaram muitas famílias

Desde 2017, quando a Secretaria de Agricultura foi criada, o trabalho beneficia além dos agricultores familiares da área rural e área periurbana de Boa Vista, agricultores indígenas que hoje dominam técnicas de cultivo e manejo e garantem o sustento de suas famílias.

Em 2018, quando o PMDA iniciou foram atendidos 92 agricultores com o pacote de preparo de solo, plantio e assistência técnica até o momento da colheita. Em 2019, 110 agricultores participaram das ações do plano e puderam dar o primeiro passo para se tornarem independentes.

As cooperativas foram peça importante neste cenário, pois se tornaram parceiras do plano, com o objetivo de também se tornarem mais fortes e independentes. Todo o investimento feito pela prefeitura nos agricultores, retornou 100% para as cooperativas que posteriormente reinvestiram esses valores em novos agricultores ou abertura de novas áreas.

Um exemplo bem-sucedido destes investimentos é o agricultor familiar Josemar Araújo. Sua propriedade fica localizada na vicinal 2, conhecida como Polo da Batata Doce no Projeto de Assentamento Nova Amazônia I. Mas além da produção do tubérculo, o agricultor com o auxílio da prefeitura pode alçar voos maiores.

No início Josemar tinha plantação de melancia e melão e ainda uma pequena criação de suínos. Em três anos após ter se habilitado no PMDA, ele triplicou sua produção tanto em área como na variedade de culturas inserindo a batata doce, macaxeira e o milho, o que proporcionou ainda a oportunidade de produzir alimentação animal para a criação dos suínos.

“Com o plano pude verticalizar a produção em minha propriedade. Iniciei a produção de milho irrigado (verde) e milho para sequeiro (grão), com o qual alimento os suínos e com isso estou produzindo também a silagem para venda. A mão de obra está reduzida no campo por conta da pandemia, mas continuamos trabalhando, já preparando a área para o plantio com reinvestimento da cooperativa, com compromisso de produzir alimento de qualidade e com a expectativa de que essa fase delicada vai passar”, enfatizou Josemar.

Neste ano de 2020, já são 66 agricultores familiares habilitados no PMDA, com uma área aproximada de mais de 370 hectares nas culturas de milho, feijão, melancia, melão, hortaliças, batata doce, tomate e pimentão, porém muito ainda será feito até o fim da gestão.

fonte: semuc