Portugal decide neste domingo (8) quem presidirá o país, com eleitores exercendo o direito democrático sob uma crise climática que impôs calamidade com a tempestade Marta. A votação é a primeira a ocorrer em 2º turno nos últimos 40 anos. E os portugueses decidem entre o António José Seguro, do Partido Socialista, e André Ventura, do partido Chega.
Os 11 milhões de votantes foram incentivados pelo atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa a aproveitar a trégua da tempestade e “vencer a calamidade”, exercendo a cidadania, após 100 mil portugueses ficarem sem luz. Em alguns casos, foram dez dias sem energia, como na cidade de Pombal, desde a tempestade Kristin.
Ao menos 0,3% do eleitorado foi atingido por adiamentos da votação e transferências de sessões. E mais de 36 mil eleitores já tiveram adiados seu direito democrático, por causa do mau tempo.
“É tempo de acreditar no país, proteger a liberdade e escolher o futuro. Um gesto simples faz a diferença: votar”, disse Seguro, na sexta-feira (6), último dia de campanha eleitoral.
André Ventura, de 43 anos, recebeu 23,5% dos votos no 1º turno. E apareceu com 26,9% de intenções de voto na pesquisa divulgada ontem. Entre os entrevistados pela Pitagórica, 9% responderam votar em branco ou nulo. E 7,4% não souberam responder.
O 1º turno teve a mais alta adesão de eleitores para uma eleição presidencial em Portugal nos últimos 15 anos, com 52% indo às urnas.
Por Diário do Poder












