Psicóloga orienta que interação familiar pode ser melhor presente para o Dia das Crianças

Além da compra de presentes, mães e pais podem elaborar uma recreação em casa e envolver toda a família

A época mais aguardada por muitas crianças chegou. O dia 12 de outubro, Dia da Criança, se aproxima e muitos pais, mães, avós e tios se questionam: o que dar de presente? O brinquedo certo é objeto importante para o desenvolvimento dos pequenos, contudo a interação em família contribui ainda mais neste processo.

Saber dividir entre o lúdico e o tecnológico é essencial para fortalecer a mente das crianças. “Dependendo do brinquedo, a criança vai desenvolver habilidades motoras, cognitivas, culturais, sociais, emocionais, resolução de problemas, o imaginar que são tudo que ela vai levar ao longo da vida”, conta a psicóloga do programa Abrindo Caminhos, da Assembleia Legislativa, Adria Almeida.

A participação dos pais no processo do brincar. “Não adianta só comprar, encher a criança de brinquedos e você não fazer parte desse aprendizado, dessa brincadeira”, o ideal, acrescenta Adria Almeida, é dedicar pelos menos 15 minutos de interação. “Quando o pai senta, brinca, ele proporciona o fortalecimento do vínculo afetivo, marca positivamente a vida dela e cria lembranças para o resto da vida”, complementa a psicóloga.

Jogos de tabuleiros, montagem, carrinhos, bonecas, imaginação, são alguns exemplos de objetos lúdicos para presentear neste dia 12 de outubro. “Brinquedos que proporcionam essas habilidades de aprendizado, diminui o tempo de tela, de eletrônico que também não deixa de ser mesmo, ainda sim tudo o que é demais é ruim”, diz Adria.

Recreação

Por falar em lúdico, que tal aproveitar alguns objetos em casa para transformar em brinquedos? O instrutor do curso de Recreação Infantil da Escola do Legislativo, Vandercley Santos dá dicas do que fazer com a criançada em casa. “Esse momento é tão importante, troca de laços afetivos entre pais e filhos, avós e netos e porque não usar o que eu tenho em casa?”, sugere.

Bilboquê: feito com garrafa pet e corda barbante. Cortar uma garrafa pet ao meio, amarrar a tampa ao bocal. A proposta é jogar a tampa e tentar encaixá-la dentro da garrafa. Para tornar mais competitivo, estipule tempo e veja quem mais acertará;

Boliche: no mínimo cinco garrafas pets e uma bola. Dispor as garrafas em duas fileiras e, distante, arremessar a bola com intuito de derrubar todas as garrafas. Vence quem conseguir derrubar a maior quantidade em uma jogada;

Pular corda: ganha quem conseguir mais pulos em tempo estipulado;

Peteca: envolver diversas sacolas plásticas a um pedaço de TNT, ou outro tecido, amarrar e brincar;

Pote da memória: colocar em um recipiente alguns objetos, pedir para as crianças visualizarem os objetos. Depois, pedir para fecharem os olhos, ou virarem de costas. O pai ou a mãe retira um destes objetos escondido e pede para que as crianças abram os olhos e observem qual objeto falta.

Jacaré / Tubarão: similar ao Morto/Vivo, colocar uma corda no chão e limitar o lado do tubarão e do jacaré. O adulto vai gritar o nome de um dos dois animais e as crianças deverão pular para o lado certo. Quem errar sai do jogo.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Arquivo