Hudson Nogueira é ‘concurseiro’ há quase um ano. Desempregado, ele sonha com o ingresso em uma carreira vitalícia, principalmente em órgãos como o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) e a Polícia Federal (PF). Mas para isso, dedica boa parte do tempo aos estudos em casa e em cursinho preparatório.Para ele, o concurso público significa mudança de vida e perspectiva positiva para o futuro, inclusive com visão voltada a aposentadoria. “A gente estuda tanto para conseguir algo melhor para nossa vida, mudar realmente é a esperança para um futuro melhor e buscar a estabilidade financeira”, contou o jovem. Em 2015, prestou concurso público para um cargo da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e ele, assim como vários outros candidatos, encontrou alguns problemas na hora da correção das questões que foram anuladas devido a má elaboração das respostas. E para evitar esse tipo de transtorno, foi sancionada a Lei Estadual nº 1.167 de 16 de janeiro de 2017, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa (ALERR), deputado Jalser Renier (SD), que obriga a divulgação da justificativa da resposta em gabaritos dos concursos públicos em âmbito estadual. Para o concurseiro, será mais um auxílio para quem se dedica aos certames no Estado. “Saberemos o que a banca pensa, de onde tirou aquela questão e não ficaremos a ver navios”, complementou. A proposta abrange concursos públicos para o provimento de cargo público para a administração direta, indireta, autárquica e fundacional. Jalser Renier apresentou a proposta para que os processos se tornem mais transparentes e beneficiem ainda mais a população. “É a maneira que a aplicadora terá para esclarecer o motivo de estar certa ou errada a resposta”.Uma das razões pelo qual o parlamentar apresentou a proposta está no crescente número de candidatos inscritos para os concursos públicos, tanto para Roraima quanto para fora do Estado. “Em outros Estados essa iniciativa foi adotada e com resultados significativos”, ressaltou Jalser Renier.O professor de um cursinho preparatório no bairro Asa Branca, zona Oeste, Paulo Henrique Lira, trabalha voltado a concursos públicos há quatro anos, nas áreas jurídicas e de estratégia para as provas públicas. Ele comemorou a aprovação da proposta e garantiu que isso é um avanço para quem tem se preparado para mudar de vida. “Ela [a lei] serve como um fundamento, uma justificativa apresentada pela banca para que o próprio estudante saiba a resposta correta e fundamentar a resposta no caso de ingresso de um recurso, por exemplo”, explicou.“Acontece muitas vezes de algumas bancas, em virtude de muitos erros nas respostas, não admitirem o erro e continuarem com a errada”, enfatizou Lira, ao afirmar que a lei veio para assegurar o candidato em todos os aspectos. “É uma vitória para o estado de Roraima e para os concurseiros como um todo”, celebrou.
Foto: SupCom ALERR











