Enquanto o país assiste a um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos, a bancada federal de Roraima parece em modo férias permanente. Dos oitos parlamentares da esfera federal, apenas dois se dignaram a assinar o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as suspeitas de fraudes bilionárias do Banco Master.
Das 251 assinaturas necessárias, 213 vieram de deputados federais e 38 de senadores. Entre eles, apenas Nicoletti (UB-RR) e o pastor Diniz (UB-RR) representaram Roraima. Os senadores que se engajaram na causa foram Dr. Hiran (PP-RO) e Mecias de Jesus (Republicanos-RR).
A CPMI pretende apurar irregularidades graves, que incluem fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação levou o Banco Central a determinar a liquidação extrajudicial do Banco Master, após suspeitas de manipulação de mercado e desvio de R$ 12,2 bilhões.
O silêncio da maioria da bancada roraimense levanta questões: interesse político ou simples apatia diante de um escândalo que afeta diretamente o país e poderia impactar o estado? Enquanto isso, apenas dois deputados assumem publicamente a disposição de investigar — e não falta motivo para cobrar ação.
Fonte: O Painel
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