Aedes Aegypti Boa Vista tem menor risco de infestação do mosquito

O trabalho constante para manter Boa Vista livre do Aedes aegypti reflete em mais um resultado satisfatório do índice de infestação com 0,7%, que classifica a capital com baixo risco de transmissão para dengue, zika e chikungunya. Uma cidade limpa, com coleta de lixo regular e uma gestão comprometida com o bem-estar das pessoas não é o lugar propício para o Aedes se proliferar.

O 6º Levantamento Rápido de Índices de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) abrangeu 6.096 imóveis distribuídos em 53 bairros de Boa Vista. Segundo Samuel Garça, coordenador do núcleo de Vigilância e Controle de Zoonoses, o resultado reforça a importância do comprometimento da população para o combate ao mosquito em parceria com a prefeitura.

“Orientamos ao morador que realize pelo menos uma vez por semana uma visita ao quintal para eliminar algum foco do mosquito, que pode estar na pingadeira, nos vasos de planta, na vasilha do cachorro. Fazendo isso, ele estará quebrando o ciclo de vida do Aedes, o ciclo da larva, que leva em torno de sete dias para se transformar num adulto, e impedir que ele se prolifere”, destaca.

Em relação aos criadouros, foram encontradas larvas de Aedes em 47 depósitos, entre eles o predominante, com 42,5%, corresponde a vasos de plantas, bebedouros, pingadeiras, etc. 21,3% corresponde a depósitos ao nível do solo como barril, tambor, tanque, poço e etc. 21,3% relacionados a depósitos fixos como tanques em obras e borracharias, calhas, lajes etc.

O lixo armazenado de maneira incorreta nas casas corresponde a 8,5% dos depósitos como recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas em ferros velhos. Nesse sentido, a prefeitura orienta que a população evite o acúmulo de água nos imóveis, além de realizar a limpeza e destinação adequada do lixo doméstico.

Entre os bairros avaliados, apenas o Centro é considerado com alto risco de infestação com 4,5%. Outros 13 bairros apresentam médio risco, entre eles o Pricumã, Raiar do Sol e Asa Branca, e 39 bairros baixo risco para infestação do mosquito que inclui São Francisco, Equatorial e Pintolândia.

Nos locais com alto e médico risco, as equipes de combate às endemias vão intensificar o trabalho de controle larvário, eliminação mecânica dos criadouros e tratamento químico onde não é possível a remoção manual.

Fonte:Secretaria Municipal de Comunicação – SMUC