Pelo menos 83 mortos em combates entre regime e jihadistas na Síria

Pelo menos 83 combatentes morreram nas últimas 24 horas em confrontos entre forças do regime sírio e grupos jihadistas e rebeldes islâmicos perto da província de Idlib, noroeste da Síria, anunciou hoje uma organização não-governamental (ONG).
Pelo menos 83 mortos em combates entre regime e jihadistas na Síria

Desde quinta-feira, pelo menos 44 combatentes pró-regime, assim como 39 jihadistas ou rebeldes islâmicos morreram nesses confrontos, que são acompanhados de ataques aéreos do exército sírio ou do seu aliado russo, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os combates surgiram depois de um contra-ataque lançado por ‘jihadistas’ e rebeldes islâmicos no noroeste da província de Hama, território adjacente a Idlib.

Como resultado desse ataque, jihadistas e rebeldes assumiram o controlo de duas vilas, Tal Maleh e Jibine, indicou a OSDH.

Os ‘jihadistas’ do Hayat Tahrir al-Sham (HTS, antigo ramo sírio da Al-Qaida) mas também os de Houras al-Din, pequeno grupo ligado à Al-Qaida, ou até do Partido Islâmico do Turquestão (PIT) participaram neste contra-ataque, referiu o OSDH.

“Os combates violentos continuam e são acompanhados de ataques aéreos do regime e da Rússia”, alertou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, à agência de notícias France-Presse, acrescentando que ocorrem perto de “regiões cristãs e alauitas sob o controlo do regime”.

De acordo com o OSDH, mais de 300 civis morreram devido aos confrontos desde o final de abril.

Pelo menos 24 hospitais e clínicas, assim como 35 escolas, foram afetados pelos bombardeamentos, indicou a ONU.

O regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, e o seu aliado russo intensificaram desde o final de abril os bombardeamentos contra a província de Idlib e os territórios rebeldes adjacentes, como o norte da província de Hama, controlados pelo Hayat Tahrir al-Sham e por outros grupos extremistas.

A província de Idlib foi alvo de um acordo em setembro de 2018 entre Moscovo e Ancara, que apoia alguns grupos rebeldes, sobre uma “zona desmilitarizada” em Idlib, que devia separar os territórios dos insurgentes das zonas governamentais e garantir uma paragem das hostilidades na região.

A Síria tem sido devastada por uma guerra que começou em meados de 2011 e já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

POR LUSA