
Nos dias 27 e 28 de abril, o prédio do Sebrae Roraima, em Boa Vista, recebeu representantes técnicos dos Sebraes da Amazônia Legal para a construção de um projeto estruturante voltado à bioeconomia. O encontro reuniu especialistas de vários estados da região Norte, além de Mato Grosso e Maranhão, com o objetivo de alinhar estratégias, definir eixos de atuação e fortalecer políticas públicas que impulsionem os pequenos negócios ligados à floresta, à sustentabilidade e à geração de renda.
A proposta foi discutir caminhos práticos para transformar o potencial da bioeconomia em oportunidades reais de mercado para pequenos produtores, empreendedores e comunidades tradicionais. O foco principal foi a criação de ações que saiam do campo teórico e avancem para resultados concretos, com menos burocracia e mais acesso ao mercado consumidor.
O conselheiro do Sebrae Nacional, Ivan Tonet, destacou que o papel da instituição é justamente traduzir os dados e diagnósticos em políticas públicas eficientes e em ações que cheguem ao pequeno empreendedor.
“Não dá para ficar só na teoria. A gente tem que ir para a prática. O que fizemos aqui foi justamente começar a organizar a atuação do Sebrae para colocar a mão na massa e trazer resultados. É olhar os dados da bioeconomia e todo o potencial que isso traz para a geração de valor agregado dos produtos desenvolvidos por empreendedores de Roraima, para fazer com que isso chegue com mais força ao mercado consumidor”, afirmou.
Segundo ele, a experiência já aplicada no Baixo Amazonas, entre 2024 e 2025, servirá de base para replicação em Roraima e nos demais estados da Amazônia Legal. A atuação integrada levou resultados expressivos em setores como turismo, moda, madeira, alimentos, bebidas e inovação, promovendo desenvolvimento territorial e transformação econômica local.
O diretor-superintendente do Sebrae Roraima, Emerson Baú, explicou que o encontro conseguiu alcançar o objetivo principal: estruturar as bases do projeto de bioeconomia da Amazônia.
“Conseguimos chegar ao objetivo proposto, que eram as definições estruturais desse projeto. A partir de agora, ele será avaliado pelo Sebrae Nacional e pelos dirigentes do sistema para que, posteriormente, avance para o detalhamento do plano de ação e da forma como esses objetivos serão alcançados”, disse.
De acordo com Baú, o debate foi totalmente voltado para a bioeconomia e para o fortalecimento dos pequenos negócios envolvidos nesse setor, desde o incentivo ao empreendedorismo e às startups até a formulação de políticas públicas, geração de tecnologias e formação de parcerias.
A gerente da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Roraima, Oridete Ramalho, ressaltou que a missão da equipe técnica foi validar os eixos do projeto e conectá-los ao planejamento estratégico nacional.
“Aqui estamos com os pontos focais dos estados em bioeconomia para a estruturação de um projeto estruturante na Amazônia. Nossa missão foi elencar os eixos, validar e conectar tudo o que foi produzido com o diagnóstico feito pelo IPAM. Também trabalhamos a conexão com o Plano Estratégico 2035, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as missões do Plano Nacional de Bioeconomia”, explicou.
Ela destacou ainda que a proposta prevê a definição de duas cadeias produtivas com territórios específicos para implementação inicial do projeto.
O analista técnico do Sebrae Nacional, Pedro Cavalcante, reforçou que a bioeconomia hoje é vista como uma ferramenta estratégica para garantir sustentabilidade e geração de renda com a floresta em pé.
“Estamos trabalhando a bioeconomia como um projeto estruturante para os estados da Amazônia. A ideia é mostrar como os pequenos negócios podem impactar de forma positiva as mudanças climáticas e a sustentabilidade da floresta, com geração de renda para as comunidades que vivem e trabalham nesses territórios”, destacou.
Para Francinei Santos, analista técnico e gestor de projetos de bioeconomia do Sebrae Acre, o trabalho integrado entre os estados fortalece a construção de inteligência coletiva e amplia os resultados.
“O Sebrae se organizou principalmente aqui na região Norte para que a gente pudesse sair com uma estratégia de atuação integrada para a bioeconomia. A lógica é ter inteligência, cadeias produtivas e uma atuação conjunta para valorização dos ativos ambientais, produtos e serviços conectados em um projeto estruturante que gere resultados impactantes para os pequenos negócios”, afirmou.
Participaram da reunião, Emerson Baú (diretor-superintendente do Sebrae Roraima), Lucas Wolkartte (Sebrae Roraima), Cristiane Corrêa (Sebrae Maranhão), Rangel Vieira (Sebrae Rondônia), Ivan Tonet (Sebrae Nacional), Francinei Santos (Sebrae Acre), Wanderléia Oliveira (Sebrae Amazonas), Raquel Poço (IPAM), Pedro Carneiro (Sebrae Nacional), Tássia Gonçalves (Sebrae Mato Grosso) e Oridete Ramalho (Sebrae Roraima).
A construção do projeto está alinhada ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), lançado pelo Governo Federal para o período de 2026 a 2035, que busca promover um modelo de desenvolvimento baseado na conservação da biodiversidade, geração de renda, inovação e fortalecimento da sociobioeconomia.
Assessoria de comunicação RR










