Forças dos Estados Unidos realizaram ataques defensivos contra o Irã após detectarem uma ameaça no Estreito de Ormuz. O porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM), capitão Tim Hawkins, confirmou a ação a veículos como Fox News, Reuters e Bloomberg nesta segunda-feira (25).
“As forças americanas realizaram ataques em defesa própria para proteger nossas tropas contra ameaças apresentadas por forças iranianas”, declarou Hawkins.
Os alvos atingidos
Segundo o comunicado do CENTCOM, os bombardeios atingiram lançadores de mísseis e embarcações iranianas que tentavam colocar minas navais perto da via marítima estratégica.
A operação em detalhes
De acordo com informações da Fox News, citando altos funcionários americanos, duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã foram detectadas enquanto colocavam minas em águas próximas ao estreito. A resposta militar dos EUA incluiu a destruição de ambos os barcos e um ataque adicional contra uma bateria antiaérea em Bandar Abbas, no sul do Irã. O sistema de defesa aérea iraniano estava alvejando aeronaves americanas que operavam na região.
A posição de Washington
Hawkins enfatizou que as ações não significam o fim do cessar-fogo e que Washington não busca uma escalada militar com Teerã.
“Estes foram ataques defensivos. Não significam que o cessar-fogo tenha terminado.”
A administração Trump tenta manter a trégua alcançada semanas atrás enquanto as negociações diplomáticas continuam.
O cenário no Irã
Os ataques ocorreram pouco depois de relatos sobre explosões em Bandar Abbas e outras localidades costeiras do sul do Irã. A agência Mehr informou que a situação estava sob controle. A Tasnim registrou pelo menos três explosões na cidade portuária, enquanto a Fars relatou detonações perto de Sirik e Jask.
Importância estratégica do estreito
O Estreito de Ormuz se tornou o ponto crítico do conflito desde o início da guerra regional. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializado no mundo atravessa diariamente este corredor marítimo entre o Irã e Omã. Qualquer incidente na zona tem impacto imediato nos mercados energéticos internacionais.
A acusação contra o Irã
Washington acusa o Irã há meses de usar minas navais e restrições marítimas para pressionar os EUA e seus aliados. Em resposta, o Pentágono reforçou sua presença militar no Golfo Pérsico e intensificou operações navais e aéreas para garantir a circulação de navios comerciais.
O futuro do conflito
A Casa Branca considera que qualquer interrupção prolongada do tráfego marítimo na zona representaria uma ameaça direta para a economia mundial. Funcionários americanos avaliam que o Irã ainda mantém capacidade para continuar colocando minas, apesar dos ataques realizados por Washington.
Por Gazeta Brasil









