Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram um acordo trilateral, em Washington, nesta sexta-feira, 26, que estabelece as bases para um pacto de paz entre os dois adversários de longa data no Oriente Médio.
“Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o governo soberano do Líbano e, naturalmente, o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América”, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante a cerimônia de assinatura.
O acordo estabelece “uma base para uma paz e segurança duradouras”, acrescentou o chefe da diplomacia dos EUA. Esse tipo de acordo assinado não define detalhes da implementação, mas estabelece princípios e objetivos gerais.
Mesmo após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que os civis libaneses deslocados da chamada “zona de segurança” estabelecida pelas forças israelenses no sul do Líbano não poderão retornar às suas casas.
“Estamos mantendo a zona de segurança original em todos os momentos, fora do alcance de disparos de mísseis antitanque. Não permitiremos a entrada do Hezbollah, nem o retorno da população civil”, disse Netanyahu em um vídeo pré-gravado divulgado à imprensa israelense pouco depois do anúncio, em Washington, do acordo trilateral.
As Forças Armadas de Israel permitirão, no entanto, que o Exército libanês assuma o controle de “duas zonas-piloto”: uma ao sul do rio Litani e outra ao norte desse rio, localizado a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel.
Do Estadão/AFP