
Um alimento completo. É assim que os especialistas definem o leite materno. São mais de 500 propriedades entre proteínas, gordura, água e vitaminas suficientes para saciar todas as necessidades do bebê. É o único alimento que a criança precisa até os seis meses de vida para ser saudável. Estudos apontam que o aleitamento materno poderia reduzir em 26% o risco de sobrepeso/obesidade na infância, adolescência e idade adulta. O ato de amamentar também é benéfico para as mães, pois previne o câncer de mama e de ovários.
Os benefícios vão além da saúde e também impactam aspectos sociais, emocionais e econômicos. O aleitamento materno aumenta o vínculo entre mãe e filho e está associado, inclusive, com maior escolaridade. Para conhecer mais benefícios do aleitamento materno, acesse http://www.sbp.com.br/especiais/agosto-dourado.
O tema é considerado um dos mais importantes pelo programa Família que Acolhe, que desenvolve políticas públicas para melhorar os cuidados com as crianças desde a gestação até os seis anos de vida. O assunto é tratado nos encontros da Universidade do Bebê sobre Aleitamento materno e seus benefícios e Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do bebê.
“O que a gente procura é mostrar todos os benefícios do leite materno e incentivar as mães a não desistirem da amamentação, mesmo com as dificuldades. Isso tem surtido efeito. Antes, durante os encontros, quando o filho ficava com fome, as mães puxavam logo a mamadeira, esse comportamento já mudou, hoje, elas colocam a criança no seio para mamar”, observou a enfermeira Valéria Reimbold, palestrante da Universidade do Bebê.
Em novembro, os encontros da Universidade do Bebê que tratam as temáticas: Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento ((puericultura) e Aleitamento materno e seus benefícios, serão realizados nos dias 6 e 8, respectivamente.
Durante os encontros da Universidade do Bebê, além de conhecer todos os benefícios da amamentação, as mães também podem esclarecer algumas dúvidas e mitos sobre a posição adequada para amamentar o bebê, como evitar ou amenizar as rachaduras nos seios e a quantidade de leite produzida (na maioria dos casos, a quantidade de leite produzida é suficiente para satisfazer o bebê).
Jenniffer Gabriely Ferreira, 18 anos, é uma dessas mães. Foi durante os encontros da Universidade do Bebê que ela entendeu a importância de amamentar a filha Ágatha, de oito meses, e enumera os benefícios do leite materno. “Ela fica mais calma quando está mamando, adoece com menos frequência. Amamentar também é um momento de carinho, atenção, é quando eu mostro todo meu amor, cuidado e afeto pela minha filha”, disse.
A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o leite materno seja o único alimento da criança até os seis meses de vida. Depois dessa fase, até os dois anos da criança, o leite materno deve servir como complemento à alimentação. “O leite materno previne doenças respiratórias, diarreias, alergias, é como se fosse uma vacina para a criança”, reforçou a enfermeira Valéria Reimbold.
A dona de casa Nayara Silva Lima, 28 anos, é mãe de três crianças, todas alimentadas com leite materno. A filha mais nova, Clara Beatriz, tem apenas um mês e mama com facilidade. “Assim que ela nasceu já pegou o peito. Eu pretendo amamentar minha filha só com leite materno até os seis meses. A criança depende da amamentação, é o vínculo mais importante dela com a mãe”, disse. Nayara é atendida pelo programa Família que Acolhe desde os sete meses de gravidez de Clara.
O fortalecimento do vínculo afetivo é uma contribuição importante do aleitamento materno, pois é um momento de comunicação, entrosamento entre mãe e filho. “O ato de amamentar não é só alimentar, é amor e carinho. São essas características importantes da amamentação que a gente tenta esclarecer para as mães atendidas pelo Família que Acolhe”, destacou a enfermeira.









