Baseada em franquia antiga, Chucky faz tudo para flertar com nova geração

A nova série Chucky é interessante, mas ainda precisa de um pouco mais do sabor original, pelo menos em seu primeiro episódio. A série se passa na cidade americana fictícia de Hackensack, que é uma cidade apresentada com um local onde coisas estranhas acontecem.

A mitologia da franquia é presente aqui, pois Hackensack é a cidade onde Charles Lee Ray, o serial killer que possui o boneco Good Guy (Bonzinho) nos filmes originais, nasceu.

É também lá onde a família dele teria sido massacrada nos anos 1960, acontecimento que teria o transformado no assassino que virou. Parece interessante a forma como a série vai trazer a história de quando Chucky ainda era uma criança, e dar mais contexto à personagem, algo que os filmes nunca deram muita importância.

O protagonista da série, o adolescente Jake Wheeler (Zachary Arthur), encontra o boneco Good Guy em uma venda de garagem e o leva para casa para usar em um projeto artístico. O pai Luke Wheeler, interpretado pelo astro de PremoniçãoDevon Sawa, não está muito bem com isso, e não gosta da fixação do filho com bonecas.

O mecânico claramente tem problemas com homofobia. e rejeita a possibilidade de o filho ser gay, mesmo Jake deixando isso bem claro inúmeras vezes durante o episódio. Os temas como homofobia e bullying parecem ser o fio condutor da série além de Chucky, pelo menos nesta apresentação.

Pra ser sincero, eu estava meio entediado com tudo por praticamente meia hora de episódio. Todo o conflito e a série como um todo parecem feitos para atingir o público mais jovem, desde o elenco de alunos do final do ensino fundamental até a trilha sonora composta por músicas de cantoras pop da geração Z, como Billie Eilish e Kim Petras.

A série até faz referências aos filmes, e Alex Vincent, que interpretou Andy Barclay no primeiro filme, já apareceu ligando para o protagonista neste capítulo. Mas nada disso é suficiente para prender a atenção por mais de alguns momentos.

A primeira morte do show é gráfica, sem perder o elemento PG-13, lembrando que o público-alvo não são os fãs da franquia desde o início. Interessante, mas o sangue e a teatralidade dos filmes ainda está deixando a desejar.

Cena de Chucky (Divulgação)
Cena de Chucky (Divulgação)

Tudo muda quando Brad Dourif, o ator por trás da voz do Brinquedo Assassino, entra em cena. A partir do momento em que o ator começa a falar, é como se a série mudasse o tom e chegasse naquela energia irônica e sardônica que Chucky sempre emanou.

É evidente que Brad irá carregar a série, afinal, ele é A estrela do show. O final do episódio deixa a entender que, diferentemente do material original, Chucky será um parceiro do menino que o comprou, e irá ajudá-lo a se vingar de todos que o trataram mal.

Chucky lutando contra o bullying pelos gays? Parece ser um twist interessante para mudar um pouco a dinâmica dos filmes. Resta ver se isso e a história da infância de Charles Lee Ray serão o suficiente para carregar a série até o final da temporada. Mas só mais episódios dirão se isso vai realmente acontecer!

Chucky estará disponível na Star+, com um episódio por semana, a partir desta quinta-feira, 27 de outubro.

 

Fonte:Epipoca