Loucura não se aprende: Por uma sociedade livre de pressões manicomiais
No dia 18 de maio é realizado o Dia da Luta Antimanicomial – loucura não se aprende. O movimento nacional luta pela substituição de hospitais psiquiátricos por serviços de atendimentos abertos e que envolvam a família e a comunidade de um modo geral. E, para debater sobre o assunto e conscientizar a população sobre um problema de saúde pública, o Centro Acadêmico de Psicologia da UFRR em parceria com os CAPS (II, III e AD) e outros colaboradores estão organizando mesa de debate, Fórum de Saúde Mental e um ato público no Parque Anauá.
Das 8h às 12h, no auditório Alexandre Borges, os debates vão girar em torno da saúde mental e como lutar por mais atendimento abertos. O tema em questão será o cuidado em redes: perspectivas e problematizações. A mesa será composta por representantes e usuários da Rede CAPS, comunidade acadêmica e do psiquiatra do HGR (Hospital Geral de Roraima), Christiano Caldas Nery Alves.
A partir das 15h, no Parque Anauá, o ato público terá apresentações de bandas, danças do parixara, capoeira, oficinas de pintura, exposição de telas, desenhos, artesanatos, e intervenção do público com microfone aberto.
De acordo com a acadêmica de Psicologia, Tamires Barros, os dois eventos são abertos e gratuitos para todos os coletivos de resistência e pessoas interessadas em compor a resistência.
“Queremos também reforçar a bandeira nacional que é lutar pelo rompimento de todas as formas de opressão e práticas manicomiais que estão presentes em nossa sociedade e ir além das instituições”, ressaltou Tamires.
Em relação aos debates pela manhã, a proposta, conforme a acadêmica, é pensar a saúde mental dentro das redes de cuidado, criando um espaço para entender o funcionamento e melhorar a comunicação. “Precisamos pensar as articulações. Os CAPS têm como eixo um funcionamento em redes e sobre isto, que estaremos tratando de que forma tem funcionado essa rede de cuidados. Para isso estará compondo funcionários e usuário para que digam como estão e o que precisam ainda repensar na política pública de saúde”, reforçou.
FÓRUM SAUDE MENTAL – Na sexta-feira, dia 19, das 8h às 12h, no auditório do Colégio de aplicação da UFRR, acontece o II Fórum de Saúde Mental da UFRR. Representantes dos professores e dos alunos estarão presentes para pensarmos a saúde mental mas no âmbito da UFRR.
“A ideia é que possamos nos expressar, protestar, dialogar, conhecer, divulgar e principalmente enfatizar que as nossas loucuras não podem ser combatidas com prisão! Não aos manicômios e toda forma de opressão e reprodução da lógica manicomial”, finalizou.
Mais informações/Entrevista: 98107-7063 / 991181697











