Ativistas do Greenpeace realizaram um protesto inusitado em Paris nesta segunda-feira (2), ao roubar a estátua de cera do presidente francês, Emmanuel Macron, do Museu Grevin. A ação foi motivada pela insatisfação com a continuidade das exportações de gás e fertilizantes da Rússia, mesmo após a invasão da Ucrânia.
Os ativistas, que se disfarçaram de turistas, conseguiram retirar a estátua avaliada em € 40 mil (cerca de R$ 228 mil) do museu. Após trocarem de roupa para parecerem funcionários, eles cobriram a estátua com um lençol e a transportaram por uma saída de emergência. A figura de cera foi colocada em frente à embaixada da Rússia, acompanhada de um cartaz com a mensagem: “A Ucrânia se queima, o negócio continua”.
Jean-François Julliard, diretor do Greenpeace França, criticou a postura de Macron, afirmando que ele “encarna um discurso duplo” ao apoiar a Ucrânia enquanto permite que empresas francesas continuem a negociar com a Rússia. Desde o início da guerra, a França impôs sanções a Moscou, mas as importações de fertilizantes russos para a União Europeia aumentaram mais de 80% entre 2021 e 2023.
A situação é complexa, já que, segundo análises, a Rússia arrecadou mais de € 883 bilhões em receitas de exportações de combustíveis fósseis desde a invasão da Ucrânia, com uma parte significativa proveniente de países que impuseram sanções. A França, por sua vez, é responsável por cerca de € 17,9 bilhões desse total. O Greenpeace espera que a ação chame a atenção para a necessidade de uma mudança nas políticas comerciais da França em relação à Rússia.
Do Portal Tela









