Delegados da Polícia Federal aprovaram uma paralisação nacional batizada de “82 horas sem a PF”, com previsão de suspender atividades operacionais em todo o país. A medida eleva a pressão sobre o governo Lula em meio a críticas sobre falta de estrutura e valorização da categoria.
A mobilização ainda terá data confirmada em nova reunião, mas a tendência é que ocorra entre quarta-feira e sábado, período em que a corporação completa 82 anos. Caso seja mantida, a paralisação afetará diretamente o andamento de investigações e operações em curso.
Durante o período, apenas ações consideradas essenciais devem ser mantidas, como casos envolvendo risco imediato à vida, flagrantes e situações com prerrogativa de foro. O restante das atividades tende a ser suspenso.
O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Edvandir Felix de Paiva, afirmou que a paralisação será executada se não houver avanço nas negociações com o governo. Segundo ele, a categoria enfrenta limitações de recursos e desvalorização profissional, mesmo após recuperar bilhões desviados do crime organizado nos últimos anos.
A principal cobrança é a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, promessa ainda não cumprida pelo governo federal. A proposta prevê o uso de recursos apreendidos do crime para financiar investigações e ações de inteligência.
A ameaça de paralisação ocorre em um momento sensível, com investigações relevantes em andamento e aumento da pressão por resultados na área de segurança pública. A decisão final deve ser tomada nos próximos dias, com potencial de ampliar o desgaste entre a Polícia Federal e o Planalto.
Por Hora Brasília









