A influenciadora Deolane Bezerra foi indiciada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (29), após a conclusão do relatório da Operação Vérnix, deflagrada para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). A investigação chegou até a advogada por conta da aproximação com Everton de Souza, conhecido como “Player” e “Temer”.
As informações são do Portal Leo Dias. Souza é apontado como um intermediador financeiro do PCC e distribuía recursos a Marco Willian Herbas Camach, o Marcola, apontado como líder do PCC, e a seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
A viúva de MC Kevin (1998-2021) é acusada de receber transferências financeiras de uma transportadora, que seria uma empresa de fachada para lavar dinheiro para a organização criminosa, e de participar de um esquema de ocultação de patrimônio.
Souza seria o administrador indireto da transportadora. Ele recebeu R$ 28,7 mil da empresa por transferências bancárias e era o responsável por orientar o sócio-administrador a fazer depósitos para a Deolane. Segundo a investigação, não havia justificativas legais para os pagamentos.
Em 2021, a polícia encontrou, no celular do sócio-administrador, comprovantes de depósitos que chegam a R$ 24,5 mil, enviados diretamente para Deolane. De 2018 a 2021, a advogada também recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos em espécie, sem origem comprovada. Novamente, a defesa da influenciadora argumenta que são pagamentos por sua atuação como advogada.
Deolane também aparece como representante legal de Souza e testemunha em casos em que ele é apontado como vítima. Além disso, depoimentos de ex-integrantes da facção e publicações nas redes sociais confirmaram, segundo a polícia, uma relação de proximidade entre os dois. Ele chegou a ser visto em eventos da família da advogada.
O relatório foi enviado ao TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Agora, o órgão deve avaliar as medidas solicitadas pela polícia. Entre elas, novas sanções relacionadas ao patrimônio dos indiciados, como o bloqueio de veículos apreendidos e a guarda judicial de joias e relógios. Também há pedido de compartilhamento das informações com a Polícia Federal, para investigação de irregularidades tributárias.
Ainda haverá investigações de mais itens aprendidos, que podem revelar informações para novas fases e outros possíveis envolvidos no esquema.
Fonte: MSN









