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Do crédito ao impacto social Luiz Lessa projeta contribuição do Banco da Amazônia para uma Amazônia sustentável na COP30

Presidente do Banco da Amazônia detalha expansão da carteira, fortalecimento digital e atuação em áreas mais vulneráveis.

3 de outubro de 2025
em Geral
Do crédito ao impacto social  Luiz Lessa projeta contribuição do Banco da Amazônia para uma Amazônia sustentável na COP30

Luiz Lessa Presidente do Banco da Amazônia

 

O Banco da Amazônia encerrou o primeiro semestre de 2025 com resultados expressivos: lucro líquido de R$ 575,2 milhões, crescimento de 20,3% na carteira de crédito – que chegou a R$ 62,8 bilhões – e avanço em linhas de financiamento voltadas a pequenos negócios, mulheres empreendedoras e projetos sustentáveis. A instituição também ampliou sua base de clientes para 1,2 milhão de pessoas, reforçando o papel de principal agente financeiro do desenvolvimento regional.

À frente desse processo, o presidente Luiz Lessa destaca que o desempenho não se limita aos números. Em entrevista, ele detalha como o Programa de Transformação vem modernizando a gestão, impulsionando a eficiência operacional e fortalecendo a inclusão produtiva. Entre os destaques, estão os R$ 5,6 bilhões aplicados em bioeconomia, energia renovável e infraestrutura sustentável; o apoio aos municípios de menor IDH, com destinação de R$ 8,3 bilhões; e o crescimento de 131,7% no PRONAF, voltado à agricultura familiar. Outro ponto de evolução foi a digitalização: o Banco da Amazônia registrou expansão nas movimentações por mobile banking, Pix e abertura de contas digitais, além de reposicionar sua marca, hoje avaliada em R$ 223,6 milhões. Para Lessa, a missão é clara: combinar impacto social com solidez financeira e estar cada vez mais próximo da população da Amazônia.

 

Pergunta – O Banco da Amazônia registrou lucro líquido de R$ 575,2 milhões no primeiro semestre de 2025. O que esse resultado representa?

Luiz Lessa – Esse resultado mostra que estamos conseguindo crescer de forma consistente e responsável. O lucro 6,7% maior em relação ao mesmo período de 2024 reflete a solidez da nossa gestão, mesmo em um cenário de maior pressão de inadimplência no mercado. Mais do que números, ele reafirma o papel do Banco da Amazônia como agente estratégico para o desenvolvimento regional. Estamos conseguindo ampliar o crédito para diferentes públicos, impulsionar a economia local e, ao mesmo tempo, manter eficiência e responsabilidade financeira.

 

P- Qual foi o destaque da carteira de crédito?

LL – A carteira de crédito atingiu R$ 62,8 bilhões, um crescimento de 20,3% em 12 meses. O destaque foi o crédito Comercial, que cresceu 93,3%. Esse avanço está diretamente ligado ao Programa de Transformação do banco, que vem modernizando processos e aproximando ainda mais os clientes das nossas soluções. Esse crescimento é importante porque significa mais apoio às empresas, mais geração de empregos e mais dinamismo econômico na região.

 

P – E em termos de receita, como foi o desempenho?

LL – A receita total avançou 19% e chegou a R$ 4,5 bilhões. As receitas de del credere, que são importantes para a sustentabilidade da instituição, tiveram alta de 12,7%, totalizando R$ 996,5 milhões. Isso demonstra que conseguimos ampliar o alcance das nossas operações e diversificar as fontes de receita, garantindo equilíbrio financeiro para continuar investindo em crédito e inovação.

 

P – O banco também ampliou sua base de clientes. Pode detalhar esse crescimento?

LL  – Sim. Fechamos junho com 1,2 milhão de clientes ativos. Entre eles, 1,1 milhão são pessoas físicas, o que representa um crescimento de 9% em 12 meses. Isso mostra que estamos cada vez mais presentes no dia a dia da população da região Norte. Já a carteira de pessoa jurídica chegou a 97 mil clientes, com expansão de 15,6%. Esse dado é muito importante porque significa que estamos apoiando pequenos negócios, empreendedores e empresas locais que são fundamentais para o desenvolvimento regional.

 

P- Como está a eficiência operacional do Banco da Amazônia?

LL – O Índice de Eficiência Operacional encerrou o semestre em 30,48%, um aumento de 2,46 pontos percentuais em relação a 2024. Esse resultado tem relação direta com os investimentos que estamos fazendo em tecnologia, inovação e capacitação de pessoas. Nosso Programa de Transformação não é apenas uma modernização digital, mas também uma mudança cultural dentro do banco, que reflete em mais agilidade, melhores serviços e um atendimento mais próximo da realidade dos clientes.

 

P- E quanto ao patrimônio líquido e ao retorno sobre o investimento?

LL- O patrimônio líquido alcançou R$ 7 bilhões, um avanço de 8,8% em 12 meses. Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 17,3%, o que consideramos um desempenho muito positivo dentro de um cenário de desafios. Esses números confirmam que o banco tem solidez, sustentabilidade financeira e condições de continuar ampliando sua atuação sem perder de vista a responsabilidade na concessão de crédito.

 

P- O banco também tem forte atuação socioambiental. Como foram os resultados nesse semestre?

LL- Entre janeiro e junho, destinamos R$ 5,6 bilhões em linhas verdes, o que representa um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Esses recursos foram aplicados em áreas como bioeconomia, energia renovável e infraestrutura sustentável. Ou seja, não estamos apenas financiando projetos, mas apoiando uma transição para uma economia mais limpa e mais conectada às potencialidades da região Amazônica.

 

P- E no apoio ao setor rural e às mulheres empreendedoras?

LL- No setor rural, o PRONAF movimentou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 131,7%. Isso reforça nosso papel como um dos principais financiadores da agricultura familiar na região. Já o programa BASA Acredita Pra Elas beneficiou 18 mil mulheres empreendedoras, com R$ 65,5 milhões em contratações. Esse é um exemplo claro de como conseguimos unir inclusão produtiva, estímulo à geração de renda e apoio ao empreendedorismo feminino, que tem grande impacto social nas comunidades.

 

P- E como está a atuação em áreas mais vulneráveis?

LL- O apoio a municípios de menor IDH chegou a R$ 8,3 bilhões, com crescimento de 37,4%. Esse é um dado que nos orgulha muito porque significa levar crédito e oportunidades para regiões que mais precisam, muitas vezes distantes dos grandes centros. Também tivemos forte expansão no crédito para micro e pequenas empresas e MEIs, fortalecendo a geração de emprego e renda em comunidades que antes tinham pouco acesso a financiamento.

 

P- O banco também tem investido em tecnologia e marca. Quais os principais avanços?

LL – Estamos avançando de forma consistente na digitalização. Houve crescimento expressivo no uso de mobile banking, nas movimentações via Pix e na abertura de contas digitais. Isso mostra que nossos clientes estão cada vez mais conectados e que conseguimos oferecer soluções acessíveis, mesmo em uma região de grandes desafios geográficos como a Amazônia. Além disso, reposicionamos nossa marca, que hoje é avaliada em R$ 223,6 milhões. Esse reposicionamento reflete os valores que defendemos: inclusão, impacto social e modernização.

 

P- Qual a visão de futuro para o Banco da Amazônia?

LL- Nosso compromisso é ampliar ainda mais o alcance do crédito, sempre de forma responsável e sustentável. Queremos ser reconhecidos como um agente de transformação para a região Norte, apoiando desde o pequeno agricultor até grandes projetos sustentáveis. Isso passa por investir em tecnologia, em pessoas e em proximidade com os clientes. Em cada contato, seja no digital ou no relacionamento direto, queremos que a população perceba o Banco da Amazônia como um parceiro no desenvolvimento, na geração de oportunidades e na construção de um futuro mais próspero para a região.

 

 

Fonte:Alexsandra Sampaio

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