
Como parte do projeto “Survive and Thrive Boa Vista” (Sobrevivendo e Prosperando Boa Vista), a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal aplicou nesta quarta-feira, 30, oficina de produção de brinquedos com os jovens do Crescer. O projeto é desenvolvido em Boa Vista e tem como objetivo trabalhar a política de primeira infância, a exemplo do que já é praticado através do programa Família Que Acolhe.
Na oficina, os jovens aprenderam sobre a importância das ações voltadas à primeira infância e os impactos que isso vem representar ao indivíduo a longo prazo. Os brinquedos que serão desenvolvidos por eles vão contribuir diretamente com a pesquisa para o projeto, pois serão utilizados por entrevistadores nas visitações às famílias.
“A ideia é que, a partir do entendimento da importância que tem o brinquedo a gente crie esta consciência do estímulo e do acolhimento na primeira infância. Então a gente entende que esses jovens do Crescer vão nos ajudar na produção propriamente dita, mas eles mesmos, à medida que vão participando do projeto, também serão estimulados para esta conscientização, da importância e das consequências a longo prazo da primeira infância”, afirmou a pesquisadora Drª Alexandra Brentani.
Ao todo serão 30 jovens que vão participar da produção de 3000 brinquedos entre setembro e dezembro deste ano, que serão inclusos em 300 kits. No entanto, novas demandas surgirão ao longo dos anos à medida em que o projeto seja desenvolvido em Boa Vista. Para o secretário adjunto de Gestão Social, Moacir Colini, os jovens do Crescer vão aliar o conhecimento e talento que já possuem à consciência pela primeira infância, que já vem sendo trabalhado desde 2013 em Boa Vista pela prefeitura da capital.
“Eles já atuam nas oficinas de artesanato, marcenaria, serigrafia e moda e o que fizemos foi selecionar alguns jovens de cada um desses núcleos para esta produção dos brinquedos, onde eles vão aplicar seus talentos e contribuir bastante com este trabalho tão importante que é o da primeira infância. Por isso eles tiveram palestras no início da oficina, onde puderam entender todo o significado em torno desta política fundamental para o desenvolvimento não somente da criança, mas do adulto no futuro”.
A jovem Larissa Pereira, 16 anos, está no Crescer há um ano e sete meses e foi uma das selecionadas para participar desta etapa do projeto. Para ela, será gratificante contribuir com seus talentos. “Eu estou gostando muito de participar da oficina e também de poder trabalhar nessa produção de brinquedos que vai ajudar muitas crianças da nossa cidade, além de podermos mostrar que somos capazes de fazer o bem às pessoas”.
O projeto – Em julho deste ano foi dado início à implantação do projeto “Survive and Thrive Boa Vista” (Sobrevivendo e Prosperando Boa Vista) que será desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Boa Vista pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. O município foi escolhido para o piloto do projeto devido ao sucesso das políticas voltadas à primeira infância através do Família Que Acolhe.
A proposta é oferecer serviços integrais desde a gestação até os 3 anos de idade, podendo ser expandido para 6 anos, período que abrange a primeira infância. Será um projeto integrado, pois vai unir assistência social, saúde, educação, cultura e comunicação, com o papel fundamental de fazer a cidade entender as necessidades das gestantes e do desenvolvimento das crianças, além de agregar as tecnologias que já são comprovadamente eficazes no desenvolvimento infantil.
“Essa é mais uma etapa do projeto. Já foram desenvolvidos componentes desta visita em outros estados e outros países. Fizemos um piloto para avaliação de impacto desse programa em São Paulo e agora nesta fase da pesquisa, ampliamos o escopo do programa. Em São Paulo testamos o programa dos 12 aos 24 meses de vida da criança. E agora estamos ampliando e tentando analisar todos os primeiros 1365 dias de vida. E também vamos avaliar o impacto disso em escala, algo que nunca foi feito em lugar algum”, explicou Alexandra Brentani.
O projeto terá todo o financiamento de treinamento e acompanhamento feito pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, com vigência de setembro de 2017 a outubro de 2020, e deve atender gestantes e crianças de 0 a 3 anos, que integrem o Bolsa Família. Por meio de visitações quinzenais, a proposta visa auxiliar as famílias a compreender a importância do vínculo familiar e estimular o desenvolvimento das crianças. Além disso, deverá promover o desenvolvimento motor e a linguagem cognitivas e sócio emocional da criança por meio de brinquedos e brincadeiras.










