
Entre histórias compartilhadas e silêncios acolhidos, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) encerrou, em 30 de setembro, a programação do Setembro Amarelo com uma roda de conversa dedicada à saúde mental. O encontro, realizado na Escola Judicial de Roraima (EJURR), reuniu especialmente pais e mães atípicos em um espaço de escuta e partilha, concluindo um mês de atividades voltadas à valorização da vida e à prevenção do suicídio. Segundo a chefia da Unidade de Justiça Restaurativa (UNIJUR), a proposta deste último encontro foi oferecer um espaço protegido para que servidores pudessem falar sobre desafios cotidianos e estratégias de cuidado emocional.
“Este é um momento de partilha, de falar sobre as dificuldades em um ambiente seguro de acolhimento. Cada um pode expor suas dores e trocar experiências, fortalecendo a saúde mental coletiva”, destacou a coordenação.
BALANÇO DO SETEMBRO AMARELO NO TJRR
Ao longo do mês, o Tribunal de Justiça de Roraima mobilizou diferentes unidades e parceiros em uma programação voltada à valorização da vida e à prevenção ao suicídio. As ações envolveram rodas de conversa, palestras, círculos dialógicos, campanhas de leitura e produção de materiais educativos, alcançando diretamente milhares de pessoas na capital e no interior do estado. Mais de 1.400 pessoas foram diretamente alcançadas na capital e no interior do estado.
As atividades restaurativas, conduzidas pela Unidade de Justiça Restaurativa (UNIJUR), coordenada pelo juiz Marcelo Lima de Oliveira, em parceria com a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), reuniram 129 participantes. Foram realizados cinco círculos em escolas municipais, beneficiando cerca de 100 estudantes, além da roda “Falas que Salvam”, que envolveu 19 estagiários de nível médio, e o círculo “Vozes que se Encontram”, com 12 pais e mães atípicos.
Já o Programa Justiça Comunitária esteve presente em escolas estaduais, universidades e comunidades, com palestras e rodas de diálogo que alcançaram mais de 1.200 estudantes e servidores. O foco foi promover a conscientização sobre saúde emocional, autocuidado e fortalecimento de redes de apoio.
“No mês de setembro, o Programa Justiça Comunitária, através do projeto Bem Me Quero, levou temas como autocuidado, valorização da vida, prevenção ao suicídio e a importância dos relacionamentos para 11 instituições. Alcançamos aproximadamente 1.200 pessoas. Em cada ação, deixamos espaço para que os participantes compartilhassem experiências e, se necessário, pedissem ajuda”, afirmou a coordenadora do programa, Marcelle Wottrich.
A Secretaria de Qualidade de Vida (SQV), também promoveu palestras e rodas voltadas ao público interno, beneficiando cerca de 80 pessoas, entre servidores, colaboradores e estagiários, com atividades sobre ambientes de trabalho saudáveis e estratégias de cuidado pessoal, como explica a secretária, Janaine Voltolini.
“A programação do Setembro Amarelo do TJRR contou com palestras, círculos dialógicos, rodas de conversa, arrecadação de livros de autoajuda, divulgação de cartilhas trilíngues e do e-book Dia de Sol. Foram mais de 1.400 participações registradas em atividades na capital, em escolas estaduais, indígenas e não indígenas. Cada ação destacou a valorização da vida e a importância do autocuidado”, ressaltou a secretária da SQV, Janaine Voltolini.
Além das atividades presenciais, o TJRR lançou e divulgou conteúdos digitais e impressos de apoio como o *E-book “Dia de Sol”*, que em sua 6ª edição leva informações com linguagem simples e foco em prevenção, autocuidado e valorização da vida. Acesse o e-book por meio do link: https://www.tjrr.jus.br/
Além de cartilhas bilíngues (português, espanhol e inglês) voltadas à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio entre crianças e adolescentes.
Também foi promovida uma campanha de arrecadação de livros de autoajuda, cujas doações serão destinadas à Casa da Mulher Brasileira, espaço de referência no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica, fechando um mês de atividades voltado à sensibilização, conscientização e cuidado, ampliando as ações de prevenção e valorização da vida em Roraima.
Texto: Mairon Compagnon – Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR








