O Partido dos Trabalhadores passou a investir em impulsionamento de conteúdos críticos contra o senador Flávio Bolsonaro, prática que havia rejeitado durante a discussão das regras eleitorais. A estratégia levou o Partido Liberal a protocolar seis representações no Tribunal Superior Eleitoral, apontando contradição na postura do partido e possível violação das normas vigentes.
Durante a formulação das resoluções para as eleições de 2026, o TSE chegou a considerar a liberação do impulsionamento de conteúdos críticos. O PT se posicionou contra a medida, alegando risco eleitoral. A proposta foi retirada, mantendo a regra que permite impulsionamento pago apenas para promoção de candidaturas e partidos, sem autorização para ampliar propaganda negativa contra adversários.
As ações do PL indicam que o PT destinou cerca de R$ 400 mil, em poucos dias, para impulsionar peças contra Flávio Bolsonaro, alcançando mais de 21 milhões de impressões no Facebook e no Instagram. Entre os conteúdos apontados estão campanhas com títulos como “As mentiras da família Bolsonaro”, “Não te contaram tudo sobre o combustível”, “O Partido de Flávio Bolsonaro tem lado” e “Será que Flávio Bolsonaro quer acabar com o Pix?”, além de material relacionado ao Banco Master.
Em uma das representações, o PL sustenta ainda o uso de deep fake em peças divulgadas. O partido pede a retirada imediata das publicações e a aplicação de multas que, somadas, superam R$ 4 milhões. O TSE deverá analisar se houve descumprimento das regras eleitorais e uso indevido de impulsionamento pago para atingir adversários políticos.
Por Pleno.News










