Planejar os próximos passos do Programa Família Que Acolhe (FQA) foi o objetivo principal da Oficina de Planejamento Estratégico Para o Desenvolvimento da Primeira Infância em Boa Vista, promovida nesta quarta e quinta-feira, dias 1º e 2, no Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI). Pesquisadores e especialistas em primeira infância de várias instituições brasileiras estiveram em Boa Vista para a construção das ações para os próximos quatro anos de gestão do programa. “Boa Vista quer ser a capital da primeira infância e quer ter essa marca reconhecida em todos os lugares. Hoje é mais um passo que estamos dando, de poder planejar as ações e continuar inserindo a primeira infância como prioridade na minha gestão”, disse a prefeita Teresa Surita. A coordenadora de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Marina Chícaro, foi responsável por intermediar a visita dos parceiros do programa. A oficina foi conduzida pelos consultores Cássio França, Elisa Camarote e Vanessa Munhoz, da Trajetórias Planejamento e Desenvolvimento Institucional, com a participação de Fabíola Galli, do Instituto Tellus, Rafael Parente e Lyna Malheiros, do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Alexandra Brentani, pesquisadora chefe do programa Saving Brains (visita domiciliar Jamaica) da Universidade de São Paulo (USP). “Nesse primeiro momento estamos em discussão ainda no nível estratégico, não operacional. Um momento em que a gente olha para os serviços prestados pela prefeitura e identifica quais são as principais dificuldades que a cidade tem e, a partir daí, tiramos grandes metas, bandeiras para a administração pensar no seu plano”, disse o diretor da Trajetórias, Cássio França. Participaram do evento cerca de 30 servidores das secretarias municipais integradas ao Família Que Acolhe, como Educação, Saúde, Gestão Social e Comunicação. São enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, administradores, profissionais em tecnologia da informação e da comunicação. A discussão girou em torno dos objetivos e estratégias da política de primeira infância durante a gestão 2017-2020, com foco na qualificação dos profissionais e aprimoramento da oferta dos serviços de apoio às famílias e às crianças de Boa Vista. A psicóloga do FQA, Elaine Florêncio destacou a importância de participar da criação de um plano que irá definir as futuras ações do programa. “É uma oportunidade de criar possibilidades de melhorias com esses objetivos implantados em grupo, para no futuro, olharmos para trás e ver que conseguimos desempenhar com sucesso todas essas metas. Nós temos a certeza de que vamos colher bons resultados”, ressaltou.
A capital da primeira infância
Nas últimas gestões, a prefeita Teresa Surita tem priorizado a primeira infância. Para se construir uma rede ainda mais integrada de desenvolvimento infantil, diversas ações da prefeitura estão em execução com o propósito de transformar Boa Vista na Capital da Primeira Infância. Além do FQA, dos projetos sociais, do trabalho nas escolas, as obras feitas pela cidade também estão evidenciando esse cuidado. O objetivo é transformar toda Boa Vista em um local que abrigue, acolha e dialogue com as crianças.
A meta para esta gestão é projetar a cidade para o público infantil a partir do ponto de vista dos pequenos. Um exemplo de projeção são as praças revitalizadas e adaptadas para o lazer e entretenimento da criançada e os novos abrigos de ônibus com espaços lúdicos, que fortalecem a interação e o vínculo afetivo entre as crianças e os pais.
SEMUC
Fonte:jornalopainel.com










