Boa Vista é destaque no país quando o assunto é investimento na Primeira Infância. Por conta disso, foi escolhida pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal para a implantação do projeto “Survive and Thrive Boa Vista”(Sobrevivendo e Prosperando Boa Vista). Dentre os destaques, pesquisadores de São Paulo e outros países apresentam inovações na visitação familiar.
De acordo com Eduardo Marino, gerente de conhecimento aplicado da fundação, foi feita uma revisão estratégica em 2017 e Boa Vista se destacou devido as ações voltadas para a primeira infância desde a última gestão da prefeita Teresa Surita. “Boa Vista já fazia um trabalho interessante e foi destaque pela capacidade da equipe técnica e dos secretários envolvidos e, principalmente, pela vontade de tornar a cidade a capital da primeira infância”, destacou.
Nesta semana, um grupo da Fundação Maria Cecilia esteve em Boa Vista para fazer a apresentação do projeto a gestores municipais de diferentes áreas, com o intuito de revisar e planejar os próximos passos dos projetos Família Que Acolhe e Criança Feliz.
Ainda segundo Eduardo, o projeto será realizado de forma integral e integrada: a ideia é oferecer serviços integrais desde a gestação até os 3 anos de idade, podendo ser expandido para 6 anos, período que abrange a primeira infância; e integrado pois reúne a assistência social, a saúde, a educação, a cultura e a comunicação, que tem o papel fundamental de fazer a cidade entender as necessidades das gestantes e do desenvolvimento das crianças.
Segundo a coordenadora do projeto de primeira infância em Boa Vista, Marina Fragata, este projeto tem o objetivo de fortalecer as ações que já são feitas. “Boa Vista é uma capital que há alguns anos desenvolve a primeira infância e trata as crianças como prioridade. A ideia é aproveitar todo o potencial do município e o compromisso desta equipe com a primeira infância”, ressaltou.
De acordo com Marina, a parceria da Fundação com a Prefeitura de Boa Vista está focada no âmbito de agregar as tecnologias que já são comprovadamente eficazes no desenvolvimento infantil. “Boa Vista está construindo sua política pública de primeira infância de forma ampla, visando melhorar a cidade. Estamos apenas aproveitando esta força com base em evidências científicas”, destacou.
“Survive and Thrive Boa Vista”
Boa Vista será a segunda capital do país a receber o projeto, que será implantado por meio do programa Família Que Acolhe. “Sobrevivendo e Prosperando Boa Vista” terá todo o financiamento de treinamento e acompanhamento feito pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Estará em vigência de setembro de 2017 a outubro de 2020, e deve atender gestantes e crianças de 0 a 3 anos, que integrem o Bolsa Família.
A visitação familiar tem o objetivo de auxiliar as famílias a compreender a importância do vínculo familiar e estimular o desenvolvimento das crianças. As visitas serão feitas quinzenalmente, por agentes de desenvolvimento infantil, promovendo o vínculo entre o cuidador e a criança na primeira infância. Além disso, deverá promover o desenvolvimento motor e a linguagem cognitivas e sócio emocional da criança por meio de brinquedos e brincadeiras.
Estas intervenções devem fornecer a mãe conhecimento sobre desenvolvimento infantil; promover melhora na forma com que as mães conversam, brincam e interagem com seus filhos; ensinar as mães a criarem brinquedos/formas de brincar e tornar sua casa um ambiente estimulante para o desenvolvimento infantil e promover uma melhora na sua autoconfiança, reduzindo a depressão materna.
Fonte: (SEMUC)










