
Um grupo de voluntários promoveu uma ação social para ajudar os venezuelanos que estão no Estado em situação de vulnerabilidade social.
Tanto os estrangeiros que ficam nos semáforos da cidade quanto os que estão abrigados em casas de apoio foram beneficiados com a entrega de alimentos, além de outras entidades.
A primeira mobilização ocorreu no dia 23 de dezembro com a distribuição de pouco mais de 200 lanches e sucos de melão aos venezuelanos que estavam em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal. Devido à demanda, outra entrega foi feita no dia seguinte no mesmo local, desta vez de 300 lanches.
Parte dos alimentos também foi doada aos venezuelanos que ficam nas vias públicas em busca de emprego ou de ajuda para sobreviver.
Além disso, foram doadas frutas ao Centro de Acolhimento da Fraternidade sem Fronteiras, localizado no bairro Senador Hélio Campos, Zona Oeste da capital.
O grupo de voluntários é formado por membros do clube de fotógrafos amadores, o FotoClube de Roraima, além de outras pessoas que decidiram ajudar. A campanha foi motivada devido à grande quantidade de estrangeiros que estão no Estado precisando de apoio.
“Observamos que em cada semáforo da capital tem pessoas necessitadas, inclusive, crianças, e geralmente você não consegue ajudar todo mundo. Então, conversando com os sócios e a diretoria, resolvemos fazer ação social nos dias 22 e 23 de dezembro para ajudar essas pessoas”, explicou Max Schmöller, diretor de comunicação do FotoClube.
As frutas distribuídas aos estrangeiros foram conseguidas com o produtor rural Gevaldir Gregorato, que entregou melancia, banana, além de três tipos de melão.
“Conseguimos com um amigo nosso que é produtor. Ele doou uma tonelada de frutas para atender essa demanda”, informou.
Schmöller lembrou que durante um encontro com Gregorato no início deste ano, o produtor ofereceu mais alimentos, devido a safra do ano anterior ter sido bastante produtiva. Por causa da quantidade, os voluntários tiveram que viabilizar a logística para colher e transportar os alimentos.
“Fomos em busca disso e na quinta-feira passada [dia 4], conseguimos o caminhão e o diesel. O abrigo Fraternidade sem Fronteiras conseguiu quatro voluntários para ajudar na colheita. Com essa ação, conseguimos juntar duas toneladas de frutas, que estregamos em seguida a entidades em Roraima”, contou.
A Associação Grupo de Mães Anjos de Luz (AGMAL), bem como os venezuelanos que estão no ginásio Poliesportivo do Pintolândia, além da Fraternidade sem Fronteiras, creches e abrigos que acolhem crianças carentes, foram alguns dos locais que receberam as frutas.
“Levamos uma carga também para Mucajaí onde tem um bairro que está iniciando e tem muitas crianças carentes”, concluiu Schmöller.
Anderson Soares
Foto: Arquivo pessoal/Grazy Maia









